O país onde o sangue do tribalismo é mais forte do que a água do baptismo

13/11/2025
Margarida Lopes, Jornalista

A 54.ª nação africana parece estar à beira de uma nova guerra civil entre os dois maiores grupos étnicos – Dincas e Nueres. Numa entrevista à Além-Mar, o missionário comboniano Christian Carlassare, bispo da nova diocese de Bentiu, lamenta que, num «contexto de medo, violência e morte», os processos tradicionais de diálogo e reconciliação entre duas comunidades tão próximas e tão divididas tenham sido substituídos por outras formas de poder: «riquezas que corrompem as pessoas e armas para as dominar».

Por Margarida Lopes, Jornalista



Inspirada por dois santos, Daniel Comboni e Josefina Bakhita, a missão de Christian Carlassare no Sudão do Sul já leva duas décadas. Chegou em 2005 ao mais jovem país do mundo e, em 2021, na Diocese de Rumbek, o Papa Francisco fez dele, aos 43 anos, o mais jovem bispo italiano. Em 2024, deu-lhe a responsabilidade de uma nova diocese, Bentiu, um lugar de rivalidades étnicas, tão difícil como Cartum, onde o seu mentor espiritual foi também, em 1877, o primeiro bispo da África Oriental.

Os caminhos do Apóstolo de África e da padroeira dos sobreviventes do tráfico humano fazem parte da vida de Dom Carlassare. Ele nasceu em 1977 na comuna de Schio, província de Vicenza, onde a antiga escravizada do Darfur se libertou do cativeiro e se tornou freira; e não muito longe da casa do fundador dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, em Limone sur Garda, na Lombardia.

«Tal como Bakhita foi adoptada pelo povo de Schio [que durante a II Guerra Mundial lhe atribuiu o milagre de nenhuma bomba ter causado mortes], também eu me senti adoptado pelo Sudão do Sul, para retribuir o que ela deu a Vicenza», disse Carlassare ao jornal Corriere della Sera, quando assumiu a liderança em Rumbek.

Agora, em Bentiu, numa entrevista à Além-Mar, o bispo comboniano diz que deseja transformar a Igreja sul-sudanesa e formar uma nova geração de líderes, ajudando os Dincas e os Nueres a «superar o fosso» que os divide. «Espero contribuir para o processo de diálogo nacional e reconciliação neste país.»

 

Em Abril de 2021, pouco depois de o Papa Francisco o ter nomeado bispo da diocese católica de Rumbek(1), o senhor foi gravemente ferido a tiro durante um ataque(2) à sua residência. Já se sente restabelecido?

Sim, graças a Deus, estou completamente recuperado. Atingiram-me nas pernas com quatro balas. Depois de várias cirurgias e dois meses de fisioterapia, voltei a andar. Continuo a fazer exercício físico para as fortalecer. Se curar o corpo foi fácil, curar relações exigiu mais tempo e dedicação. O perdão ajudou-me a superar a frustração, o medo e a raiva. E não é uma questão de palavras ou de um desejo momentâneo, mas de um longo caminho que exige consistência e coragem. Sou grato a Deus por tudo o que aconteceu, porque este acontecimento doloroso ajudou o povo da diocese a unir-se em solidariedade e a abrir um novo capítulo na vida da Igreja em Rumbek.

 

Em que consistia o seu trabalho em Rumbek e como avalia o seu legado?

Trabalhei em Rumbek apenas três anos [ainda que permaneça, temporariamente, como administrador apostólico]. Cheguei para assumir o legado do falecido bispo Cesare Mazzolari(3). Embora os padres diocesanos fossem poucos, encontrei aqui muitos missionários: cerca de 20 padres de 6 congregações, 34 irmãs e 6 irmãos religiosos de 9 congregações.

Rumbek é uma diocese muito rica, com muitas experiências agradáveis. As actividades diocesanas foram concebidas em torno de quatro pilares essenciais: evangelização através da formação de agentes pastorais; estudo da língua e da cultura; um programa de rádio; formação humana e cristã de jovens; educação em muitas instituições escolares (10 jardins de infância, 24 escolas primárias, 12 programas de aprendizagem intensiva para adultos, 9 escolas secundárias, 3 centros de formação profissional, uma escola de formação de professores, e a universidade católica): o ministério da justiça e da paz, para promover a cura do trauma e a resolução de conflitos por intermédio de uma comissão de justiça e paz; o desenvolvimento humano integral oferecido por um gabinete de coordenação de uma unidade de saúde; projectos para fomentar o rendimento; e respostas de emergência através da Cáritas.

A minha missão em Rumbek foi, principalmente, ajudar à reconciliação e recuperar uma verdadeira visão e motivação do que é ser Igreja. Isso implicou deixar de ser uma igreja só dedicada a acções humanitárias para se tornar uma comunidade de fé e amor. Os cristãos locais foram convidados a deixar de ser meros beneficiários da Igreja e a tornarem-se membros responsáveis, disponíveis para dar a sua contribuição.



Em Julho de 2024, o Papa Francisco nomeou-o bispo da nova diocese de Bentiu, capital do Estado de Unity. Que missão o aguarda agora(4)?

Bentiu é uma diocese recém-criada num território e entre povos que sofreram muito com a devastação do conflito e das inundações recentes(5). Ou seja, a diocese nasceu sem estruturas nem instalações. Por outro lado, o número de fiéis é muito grande. A presença católica começou com o trabalho de agentes pastorais voluntários que se reuniram à volta de Deus, em oração, para promover a vida num contexto de medo, insegurança e morte. Estamos a construir [a diocese] sobre o legado de trabalho de muitos catequistas e fiéis leigos que cristianizaram esta população.

A partir de agora, trata-se de semear generosamente a Palavra de Deus, para que a vida e a prática sejam verdadeiramente evangelizadoras. Queremos incutir nas pessoas a confiança e a esperança de que a mudança é possível, para que não mais seja necessário viver com medo, mas sim viver confiando no próximo.

Temos sete paróquias num território extenso, nove padres diocesanos e duas comunidades religiosas – Missionários Combonianos e Franciscanos Capuchinhos. As necessidades são muitas. Temos algumas prioridades: formar agentes pastorais leigos; valorizar o ministério da justiça e da paz; investir na educação das crianças; promover o crescimento económico com recurso a actividades comunitárias, especialmente a cuidar da agricultura e do ambiente. É importante conseguir mobilizar comunidades locais que consigam ter impacto na vida da sociedade em geral.

Podemos transformar uma economia agressiva, de opressão e competição – isto é, uma economia violenta – numa economia de fraternidade e participação. Mas, para isso, precisamos do dom da paz, precisamos de a construir e estimar.

Rumbek é um território dominado pelos Dincas (que «rejeitam ou ignoram as religiões abraâmicas, considerando-as incompatíveis com as suas crenças, cultura e organização», segundo os autores do livro Divinity and Experience: The Religion of the Dinka), enquanto Bentiu é predominantemente habitada pelos Nueres (muitos dos quais aceitaram o Catolicismo, conciliando-o com ou abandonando os seus cultos tradicionais). Como descreve a experiência de viver e trabalhar com os dois maiores grupos étnicos, a que pertencem dois inimigos e rivais – respectivamente, o presidente, Salva Kiir, e Riek Machar, um dos cinco vice-presidentes?

Tem sido uma experiência admirável. O meu primeiro contacto [em 2005] foi com a comunidade nuer. Aprendi a língua, a cultura, a mentalidade. É claro que um missionário tende sempre a aproximar-se de um grupo e a ser mais solidário com ele.

Neste país, as relações entre os Nueres e os Dincas sempre foram tensas porque têm um modo de vida e uma economia semelhantes(6). Durante algum tempo, eu fui uma espécie de partidário, atento às queixas da comunidade nuer contra a comunidade dinca, que parece ser dominante na arena política e social.

As pessoas podem ser facilmente influenciadas por preconceitos. Comecei então a trabalhar entre o povo Dinca e encontrei pessoas maravilhosas, organizadas em sociedade, muito à semelhança dos Nueres, já que ambos são povos nilóticos [que habitam principalmente o vale do rio Nilo e regiões vizinhas]. As duas comunidades têm grandes valores, mas também alguns elementos difíceis na sua cultura, especialmente no que toca à honra, à autoridade, ao orgulho e à vingança.

Aprendi muito com ambas e amo-as. Sinto-me agora um bipartidário, como um missionário deve ser, capaz de superar o fosso entre pessoas, capaz de mostrar que a diversidade nunca deve degenerar em divisão e conflito, mas que pode ser um recurso e um meio para uma maior unidade. Como bispo, sou pai, pastor e doutor para as duas comunidades. Espero contribuir para o processo de diálogo nacional e reconciliação neste país.

 

Num artigo publicado em 2020, o senhor destacava que «o Movimento Cristão Católico entre os Nueres começou na década de 1980, liderado por jovens leigos e catequistas que, em tempos de guerra [sem padres nem missionários], fundaram muitas comunidades cristãs e baptizaram muitas pessoas». Um desses catequistas foi James Duol Kai, um guarda prisional que salvou reclusos dincas condenados à morte e é hoje venerado como «o pai da Igreja Católica na Nuerlândia»(7). Como explica a crescente hostilidade entre dois povos que outrora abençoavam casamentos mistos e lutaram juntos pela independência?

No passado, as comunidades nuer e dinca conseguiam resolver as suas divergências e queixas graças aos seus chefes tradicionais e a processos de reconciliação que exigiam o diálogo para chegar a um entendimento, e também a uma compensação. Actualmente, os processos tradicionais foram quase totalmente desmantelados e substituídos por outras formas de poder: riquezas que corrompem as pessoas e armas para as dominar.

Desde a assinatura do acordo de paz [com o regime de Cartum] em 2005 e a independência em 2011, a política no Sudão do Sul tem-se polarizado bastante e, em vez de se construir uma identidade nacional, dividem-se as pessoas de acordo com a sua etnia(8). As elites passaram a ter acesso a imensos recursos, sejam capitais internacionais [do FMI, da ONU e do Banco Africano de Desenvolvimento], doados para prestar serviços às populações, ou riquezas naturais do país em parceria com holdings internacionais [sobretudo da China].

Há imensa corrupção. Quanto a desenvolvimento e serviços, pouco é dado aos cidadãos. Em algumas áreas, mais do que noutras, aumentam a desigualdade e as queixas. Alguns dirigentes políticos até podem ter boas intenções, mas quando as instituições são muito precárias e o sistema não está bem organizado, enfrentam muitas dificuldades se quiserem servir o bem comum dos cidadãos, porque um grande número de dirigentes tende a favorecer o seu próprio grupo e a preservar as suas posições.



Num país com 64 tribos e cerca de 12 milhões de habitantes, onde os Dincas e os Nueres constituem mais de metade da população (36% e 16%, respectivamente, segundo o Worldatlas), que factores, em seu entender, pesam para o antagonismo que cada vez mais separa Kiir e Machar?

Creio que se trata, sobretudo, de um conflito pelo controlo dos recursos e pelo poder que estes recursos consequentemente conferem. Não é [uma luta] pelo povo do Sudão do Sul, que dos recursos obtém muito pouco lucro, excepto os que pertencem ao grupo dominante. Já muito foi gasto em armas e para garantir a lealdade de certos grupos militares. E tudo isto com o intuito de manter o poder sobre o país ou sobre um determinado território.

É triste, mas recursos [como o petróleo] que deveriam ser uma bênção para o povo e o país estão, na realidade, a alimentar o conflito. Os recursos não são sinónimo de desenvolvimento, de bem-estar ou de paz, mas sim de degradação do ambiente, de exploração e de guerra. Recursos materiais podem facilmente transformar-se numa maldição, e testemunhamos isso em vários países de África que não conseguem encontrar a paz devido a um enorme interesse económico nessas riquezas.

Questiono-me sobre quando é que vamos perceber que o maior recurso de África é o seu povo.
A população do Sudão do Sul – como um espelho de todo o continente – é muito jovem. Mais de metade tem menos de 21 anos. Há um grande potencial se estes jovens conseguirem ir à escola, desenvolverem-se a si mesmos e à pátria, em vez de serem mantidos na ignorância para fácil manipulação. É claro que a vida na região do Grande Alto Nilo é muito dura. Perderam-se muitas vidas e a violência traumatizou muitas pessoas. Há necessidade de paz e de segurança para as ajudar a superar o antagonismo inútil e para construir o país.

 

Mais de metade da população também é cristã – representando os católicos 52%, segundo o portal Vatican News. Além dos constantes apelos à reconciliação e ao perdão, em que áreas específicas está a Igreja de Roma a ajudar um país onde a paz continua uma miragem?

Como cristãos, o nosso compromisso é a obra da evangelização que – aqui mais do que noutros países – se chama reconciliação.
É claro que a Igreja só pode trabalhar com pessoas empenhadas em testemunhar o Evangelho da conversão, do perdão e da paz. Embora as estatísticas apontem para um grande número de cristãos, a verdade é que poucos se mostram motivados e comprometidos nas suas comunidades.

A observação de um famoso teólogo africano de que «o sangue do tribalismo é mais forte do que a água do baptismo» (citando o provérbio «o sangue é mais espesso do que a água») também se aplica, infelizmente, ao Sudão do Sul. Sacerdotes e missionários dedicam-se à formação humana e cristã, mas ainda há muito a fazer para chegar a todas as pessoas, especialmente as que vivem em aldeias rurais ou que se deslocam com o gado.

A mensagem é clara apenas para 15% da população que vive nas cidades e que frequenta regularmente as actividades da Igreja. Há um forte compromisso da Igreja com a educação, mas, mesmo assim, apenas 20% das crianças em idade escolar têm acesso ao ensino básico. Só 5% dos jovens frequentam o ensino secundário. Quem chega à universidade são as elites.



Podemos dizer que um dos grandes objectivos da Igreja é a formação de uma nova geração de líderes?

A Igreja aposta na Universidade Católica para formar uma nova geração de líderes com valores cristãos. A principal faculdade é a da Educação, de onde saem professores e educadores para o país. Temos também o Instituto de Estudos para a Paz, que analisa a situação nos territórios e propõe caminhos para a resolução de conflitos.

O objectivo é recomendar a coexistência pacífica e o desenvolvimento humano integral. Há ainda o sonho de abrir uma Faculdade de Direito, para combater a corrupção e promover o Estado de Direito, o respeito pela vida e dignidade humana. Os jovens são sementes de esperança neste país. Enfrentam dificuldades, porque as oportunidades são muito limitadas, mas eles são fortes e não perdem a esperança.

 

Em 11 de Setembro último, Riek Machar foi suspenso do cargo de vice-presidente, acusado e detido por Salva Kiir, acusado de vários crimes. As eleições agendadas para 2024 foram adiadas para Dezembro de 2026. A economia está em colapso, a fome alastra, o número de deslocados internos aumenta. Teme-se o ressurgimento da guerra civil que, entre 2013 e 2020, matou quase 400 mil pessoas, deslocou mais de 4 milhões e deixou aproximadamente 6 milhões à beira da fome. Como é que o senhor vê o futuro do 54.º país de África – o único continente onde o Catolicismo cresce?

Atravessamos um momento muito difícil, no que toca à liderança do país. Há muita incerteza. A única certeza é a de que o caminho para a democracia, a paz e o desenvolvimento ainda é muito longo. Espero que o actual conflito político – que já afectou tanto a população – não se transforme novamente numa guerra civil. Espero que possamos encontrar as bases certas para aprofundar o diálogo e a preocupação com o sofrimento insuportável de um povo reduzido à miséria.»


NOTAS

1. Rumbek, capital de Lagos, um dos 10 Estados (subdivididos em 79 condados) do Sudão do Sul, é uma das 7 circunscrições eclesiásticas católicas do Sul do Sudão (a arquidiocese de Juba e 6 dioceses). Criada como vicariato apostólico em 1955, foi erigida diocese em 1974.

2. Em 25 de Abril de 2021, dois homens armados invadiram a casa de Dom Carlassare, espancaram-no e alvejaram-no nas pernas. Em Março de 2024, um padre acusado de ser o «instigador do ataque», John Mathiang Machol, que cumpria uma pena de 7 anos de prisão, foi libertado por ordem do Supremo Tribunal, que alegou «provas insuficientes». 3. Cesare Mazzolari, que viveu durante três décadas no Sudão do Sul, dirigiu a diocese de Rumbek de 1998-99 até 2011, data da sua morte e da independência da nova nação, de que foi um dos grandes defensores. Só dez anos depois é que lhe sucedeu o compatriota e comboniano Carlassare.

4. Bentiu, que antes integrava a diocese de Malakal – já demasiado grande –, situa-se no Estado federal de Unity (maioritariamente nuer) e também na zona autónoma administrativa de Ruweng (lar dos Dincas). Três das 7 paróquias de Bentiu localizam-se na região dos Dincas e 4 na dos Nueres.

5. Chuvas intensas e a elevação do nível das águas do rio Nilo inundaram vastas áreas, ameaçando 1,4 milhões de pessoas num país que enfrenta níveis agudos de fome – há relatos de populações a «comerem folhas para sobreviver», relatou a ONG Save the Children. Bentiu chegou a ficar 90% submersa, informou a ONU.

6. A relação entre os Nueres (Jieng) e os Dincas (Nei ti naadth) – «irmãos de sangue» unidos por quase quatro décadas de «luta pela liberdade e independência», mas também «milhares de anos de ancestralidade partilhada», como os descreve o analista sul-sudanês Joe Mabor – tem sido marcada por conflitos tribais, disputas por pastagens e ataques ao gado de cada comunidade. Estes ataques, explica o site Climate Diplomacy, são «uma prática de subsistência que permite o repovoamento dos rebanhos após períodos de seca; representam também uma função cultural importante, ao dar aos jovens meios para se casarem». Já o acesso à água e a prados «é fundamental, porque durante a estação seca, vários grupos de dincas e nueres têm de migrar em busca de locais mais húmidos, muitas vezes invadindo terras reivindicadas por ambas as partes». Nos últimos trinta anos, «esta dinâmica tem sido amplificada por um agressivo aquecimento do clima e por secas frequentes».

7. A Nuerlândia com os seus pântanos, savanas, rios e terras altas, abrangendo partes dos Estados do Alto Nilo, Jonglei e Unity, é o território tradicional do povo Nuer. Os seus principais recursos são petróleo; gás natural ainda não explorado, depósitos de minerais, como ferro, cobre e ouro; água abundante para a agricultura e o gado.

8. Os Dincas são a etnia dominante em população, expansão territorial e controlo político-económico. O seu monopólio de poder – governo, exército, polícia e grupos militarizados irregulares – tem contribuído para o que, num ensaio intitulado Ethnocide as a Tool of State-building, a antropóloga Carol Berger (que durante anos conduziu investigação no Sudão do Sul, nomeadamente, em Bentiu e em Rumbek) designa por «dincanização»: o esforço para construir um Estado supremacista dinca.