Leão XIV explica aos jovens que cada vocação «é um processo dinâmico de amadurecimento», «é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria», na mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2026.
Leão XIV encoraja os jovens a «cultivar a relação pessoal com Deus» e a escutar «a voz do Senhor que convida a viver uma vida plena, realizada», na mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações 2026. «A vocação, na verdade, não é uma meta estática, mas um processo dinâmico de amadurecimento, favorecido pela intimidade com o Senhor: estar com Jesus, deixar o Espírito Santo agir nos corações e nas situações da vida e reler tudo à luz do dom recebido significa crescer na vocação», refere o papa.
O pontífice explica que é a partir do cuidado da interioridade «que se deve urgentemente recomeçar na pastoral vocacional» e no compromisso sempre novo da evangelização, e convida todos – famílias, paróquias, comunidades religiosas, bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas, educadores e fiéis leigos – a empenharem-se, «cada vez mais, em criar ambientes favoráveis» para que este dom possa ser «acolhido, alimentado, protegido e acompanhado, a fim de dar fruto abundante».
O papa frisa que «cada vocação só pode começar a partir da consciência e da experiência de um Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 16): Ele conhece-nos profundamente, contou os cabelos da nossa cabeça (cf. Mt 10, 30) e para cada um pensou um caminho único de santidade e serviço. No entanto, este conhecimento deve ser sempre recíproco: somos convidados a conhecer Deus através da oração, da escuta da Palavra, dos Sacramentos, da vida da Igreja e da doação aos irmãos e irmãs».
Leão XIV convida os jovens a pararem, escutarem e confiarem, para deste modo o dom da vocação amadurecer, fazendo-os felizes e dando abundantes frutos para a Igreja e para o mundo. Assinala que a vocação «é um diálogo íntimo» com Deus que chama e convida «a responder com verdadeira alegria e generosidade». Desta forma, «na intimidade própria da amizade», descobrirão como doar-se «no caminho do matrimónio ou do sacerdócio, ou do diaconato permanente, ou na vida consagrada, religiosa ou secular», menciona, indicado que cada vocação «é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria».

