Jubileu pela Terra: Novos Ritmos, Nova Esperança

Jubileu pela Terra: Novos Ritmos, Nova Esperança

27/08/2020

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e a Conferência das Igrejas Europeias (CIE) convidam a celebrar o Tempo da Criação, um tempo para renovar a nossa relação com o nosso Criador e toda a criação através da celebração, da conversão e do compromisso coletivo. Durante o Tempo da Criação, nos unimos às nossas irmãs e irmãos da família ecuménica em oração e ação pela nossa casa comum.

Para o Tempo da Criação de 2020, o tema sugerido é: “Jubileu pela Terra: Novos Ritmos, Nova Esperança”. «O conceito de jubileu está enraizado na Bíblia e sublinha que deve existir um equilíbrio justo e sustentável entre as realidades sociais, económicas e ecológicas», lê-se na declaração conjunta.

Os presidentes do Conselho das Conferências Episcopais da Europa e da Conferência das Igrejas Europeias, respetivamente cardeal Angelo Bagnasco e reverendo Christian Krieger, explicam que a lição do conceito bíblico de jubileu aponta para «a necessidade de restaurar o equilíbrio nos próprios sistemas de vida, afirmando a necessidade de igualdade, justiça e sustentabilidade», confirmando a necessidade de uma «voz profética em defesa da casa comum».

O texto afirma ainda que a pandemia da covid-19 deste ano revelou o quanto o mundo está profundamente interligado. «Nos demos conta mais do que nunca que não estamos isolados um do outro e que as condições para a saúde e o bem-estar humano são frágeis. Os impactos da pandemia força-nos a levar a sério a necessidade de vigilância e a necessidade de condições de vida sustentáveis ​​em todo o planeta. Isso é ainda mais importante quando se considera a devastação ambiental e a ameaça das mudanças climáticas», sublinham os bispos católicos. 

O Dia da Criação é celebrado a 1 de setembro e a partir dessa data, até 4 de outubro, os cristãos são convidados a viver o Tempo da Criação. Assim, o CCEE e a CEC e encorajam as suas Igrejas na Europa a «reconhecer estes dias para celebrar a riqueza de fé como uma expressão para proteger nossa casa comum».